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22 dezembro 2012

Derrubando 5 mitos da Educação

mentiras da educação no brasil

No mundo da educação é recorrente ouvir conceitos equivocados e sem comprovação, esses são difundidos e reforçados para justificar algumas práticas. Convidamos você, caro leitor, à refletir sobre tais mitos, porém só a cabe à você desmistificá-los para eliminar falsos obstáculos na sua prática e oferecer um ensino diferente e, com certeza melhor.


1-     Para ser um bom professor é preciso ter dom e vocação.
A docência não é uma capacidade inata, é sim uma carreira que necessita de uma boa formação com domínio de aspectos teóricos e práticos. Não é admissível que alguém lecione apenas porque gosta de crianças ou acha que leva jeito. A docência exige conhecimentos científicos, somente com estudos constantes, planejamento e dedicação, é possível ser um bom professor.

2-     A função mais importante da escola é formar cidadãos.
O formar de cidadãos seria uma função de dimensões extracurriculares, e não pode tomar mais tempo e energia dos educadores como atividades básicas como, por exemplo, a alfabetização e os conteúdos das demais disciplinas. Ninguém é cidadão, de corpo inteiro, se não conhecer a língua e a história, a matemática e as ciências, a filosofia e as artes. Outras instituições além da escola, como espaços culturais, podem contribuir com a aprendizagem de aspectos relacionados à cidadania e cultura.

3-      Criança pobre não aprende.
Todos podem aprender independentemente de sua condição socioeconômica. Muitos ainda chegam à escola sem nunca ter tido acesso a livros, revistas e jornais, por exemplo. Entretanto, não é motivo para que haja dificuldades na compreensão dos conteúdos. A escola é, por excelência, o espaço da garantia da aprendizagem. Se o contexto social dos alunos não contribui, cabe a ela proporcionar as oportunidades necessárias.

4-     A repetência sempre melhora o desempenho.
Vários estudos apontam que a reprovação tem um alto custo educacional. Quanto mais o estudante repete, maiores as possibilidades de que ele seja reprovado novamente ou abandone a escola. Repetência não é sinônimo de aprendizagem, principalmente, por que o problema pode estar no próprio sistema falho de ensino. A saída seria: verificar a dificuldade durante o ano, não somente ao final dele, e adotar diferentes estratégias de ensino para que quem apresente dificuldades, possam se recuperar durante o ano letivo.

5-     Atividade em grupo sempre gera indisciplina.
O movimento em classe e a troca de ideias podem gerar barulho, mas isso não é sinônimo de desordem. Muitas vezes, um ambiente quieto e o "bom comportamento" podem esconder dúvidas e problemas de aprendizagem. Uma atividade em grupo pode ser a maneira mais eficiente para trazer melhores condições de aprendizado. Quando os alunos interagem, acontece a cooperação, que possibilita que eles entendam pontos de vista mais próximos dos seus, e até revejam seus argumentos. Se bem dirigida e motivada, é grande a possibilidade de bons resultados. 

Referência: Revista Nova Escola, Ano XXVI - N°240 - Março de 2011.

12 dezembro 2012

Por que você escolheu Pedagogia?


Memes e piadinhas a parte. O assunto é bem sério, eu mesma já vi pessoas falando isso durante entrevista de emprego. Escolher ser pedagoga somente porque gosta de crianças não é, e nunca vai ser suficiente. Alias acima de tudo é preciso estar ciente de que o centro de nossa prática é a EDUCAÇÃO, se só gostar de crianças fosse requesito principal, nem precisaríamos de anos de faculdade, ser babá é muito mais fácil. Para ser educadora é necessário muito mais, é preciso saber que não são apenas crianças que precisam de educação/ensino. Sem contar que a prática educativa vai muito além da docência, quando se escolhe pedagogia, você é habilitado para trabalhar com a educação, e a partir daí, abre-se um leque de opções de áreas para se atuar, como por exemplo:
*A pedagogia empresarial;
*pedagogia hospitalar;
*pedagogia ambiental;
*psicopedagogia;
*educação especial/especializada;
*orientação educacional;
*educação de jovens e adultos;
*desenvolvimento de material didático (livros, apostilas, jogos e materiais diversos)
*gestão e supervisão escolar;
*docência (educação infantil e ensino fundamental) que ainda é a área com mais vagas no mercado de trabalho.
Ainda com o complemento de uma pós graduação pode-se estender ainda mais esse leque.
Então não passa de uma grande falta de informação, achar que para ser educador, é necessário apenas gostar de crianças. Assim como para ser médico, não é necessário apenas ter sangue frio, ou para ser administrador é preciso apenas gostar de contas.

“É claro que o estudo é importantíssimo, e sua continuação é primordial para as fundamentações (...) saber adaptar a sua área de formação às áreas que se dispõe a pesquisar é muito mais importante do que escolher uma única área e seguir só por ela, como uma toupeira, fechando os olhos para tudo que “não seja da área””.
Lou de Oliver